CAROLINA MARIA DE JESUS

  • Darc de Souza A
  • Noal S
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Abstract

O objetivo deste artigo é abordar o ato de escrever como expressão contraditória do pensamento e da experiência de Carolina Maria de Jesus. A sua visão severa da pobreza, da fome, da indigência e do trabalho precário e informal tem recebido razoável atenção em muitos estudos de diversas áreas, fato que fez e faz de suas narrativas autobiográficas fontes para discussão e problematização da vida dos trabalhadores muito pobres na história do Brasil durante o período de 1940-1970. As suas narrativas abriram e abrem possibilidades para acessar importantes dimensões da vida e do trabalho em um universo histórico tão precário que representava o degrau mais baixo na estratificação social da época. Saber ler, escrever e elaborar narrativas do cotidiano tornou peculiar a presença de Carolina na história do Brasil, em especial na história social do trabalho. A literatura produzida por Carolina esteve interessada diretamente em expressar a sua visão de mundo, a sua visão sobre si mesma e de como gostaria de ser vista. Foi assim que ela traduziu o mundo dos trabalhadores de que fez parte. Por essa razão, cabe aprofundar o sentido autobiográfico de seus escritos em uma realidade marcada por amplo analfabetismo entre os trabalhadores que viviam em condições semelhantes àquelas vividas por Carolina Maria de Jesus.

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Darc de Souza, A., & Noal, S. M. (2021). CAROLINA MARIA DE JESUS. Fênix - Revista de História e Estudos Culturais, 18(1), 155–174. https://doi.org/10.35355/revistafenix.v18i1.1055

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