Continuidade e mudança em Brasília

  • Holanda F
  • Ribeiro M
N/ACitations
Citations of this article
5Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

A primeira parte do artigo concerne as áreas residenciais de Brasília. A segunda parte trata das “superquadras” brasilienses, a maior parte do tecido urbano. Uma superquadra consiste numa área de 240m x 240m, com 2.500 a 3.500 habitantes, a depender dos tipos de apartamentos. O discurso tradicional preza a generosa permeabilidade para os pedestres, considerando que os apartamentos são sobre pilotis corbuseanos. Isso é mais mítico que real, dadas as inúmeras barreiras ao movimento. Relações com os principais pontos de atração do entorno — parada de ônibus, comércio local, escolas-parque etc. —, também são mal definidas. Há uma estrita divisão entre o espaço para o carro e o espaço para o pedestre — o primeiro sem vegetação e fachadas frontais, o segundo em partes menos acessíveis e visíveis no interior das superquadras. A terceira parte do texto concerne a análise de um projeto de superquadra realizado por um dos autores: a SQN 109. Ela está sendo implantada desde 1995. A aplicação de técnicas de análise morfológica revela a medida que este projeto reproduz experiências anteriores ou se, ao contrário, inova, e em que aspectos. A análise focará o projeto, mais que os resultados do espaço real, dada sua incompletude. Mesmo assim, algo já é possível dizer a partir do que já está pronto, sugerindo que há aqui um grau de inovação, apesar da estrita obediência às rigorosas normativas urbanísticas vigentes na Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade.PALAVRAS-CHAVE: Brasília. Espaço residencial moderno. Inovação. Superquadras.

Cite

CITATION STYLE

APA

Holanda, F. R. B., & Ribeiro, M. S. (2015). Continuidade e mudança em Brasília. Oculum Ensaios, 12(2), 223–235. https://doi.org/10.24220/2318-0919v12n2a2052

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free