Abstract
Este trabalho apresenta o processo de inclusão na Universidade da Amazônia (UNAMA), e tem por objetivos promover debates e aprofundar saberes que vêm sendo construídos sobre a deficiência, e ao mesmo tempo, compartilhar a experiência iniciada em 2005, com 473 alunos atendidos até 2014. A instituição conta com um Núcleo de Atendimento ao Estudante (NAE), formado por uma equipe multiprofissional que recebe o apoio das clínicas-escola mantidas pela universidade. Duas reflexões básicas têm orientado as ações: Em que termos se constitui um processo de inclusão na educação superior? Quais as contribuições da Universidade para a intensificação da inclusão dentro e fora dela? Os referenciais teóricos que fundamentam as ações estão apoiados nos estudos culturais (Giroux, e Hall,), na pedagogia dialógica (Freire, Morin,) e nos pressupostos da diversidade (Sacristán,). A metodologia está apoiada na abordagem qualitativa (Bogdan & Biklen, 1994), e têm sido utilizados o estudo de caso, vivências, entrevistas, observação participante, intervenções e ações voltadas para alunos, professores, gestores e familiares. Formar estudantes com deficiência, tem-se revelado um processo multifacetado, comparado a uma tessitura, em que os fios que se entrelaçam fortalecem e complementam o processo formativo (Mantoan, Moreira,) requerendo a construção coletiva de ações especializadas, de condições de infraestrutura, suporte de serviços; oportunidades de convívio social, cultural e desportivo; adequação curricular, e sobretudo, professores aptos a criarem situações de ensino, recursos e de relacionamento facilitadores para incluir os alunos no círculo da aprendizagem(Thoma,). Portanto, além da formação profissional, a universidade está comprometida com os conteúdos (positivos e negativos) da relação frente à deficiência e à diversidade. A experiência de trabalhar há dez anos na perspectiva inclusiva, tem demonstrado que a universidade com todo o seu saber e sua ciência, deve estar à serviço da sociedade e daqueles que nela depositam a esperança de desenvolverem suas potencialidades e terem seus direitos de cidadania assegurados para poderem trabalhar, viver bem consigo mesmos e com os outros. Concluimos então que: todos aprendem; a inclusão é coletiva; conhecer é direito de todos; a sala de aula é espaço de afirmação da diversidade cultural; a universidade é instituição plural que produz ciência e (trans)forma pessoas.
Author supplied keywords
Cite
CITATION STYLE
Fernandes, Z. B. (2016). UNIVERSIDADE INCLUSIVA:(TRANS)FORMAÇÃO E CIDADANIA. Journal of Research in Special Educational Needs, 16, 1067–1070. https://doi.org/10.1111/1471-3802.12251
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.