Abstract
A Região Metropolitana da Baixada Santista, apesar de ser uma das mais desenvolvidas e urbanizadas do Estado de São Paulo está entre as seis regiões com os mais baixos indicadores de escolaridade e longevidade, possuindo uma significativa desigualdade social expressa na segregação espacial da população empobrecida. Tal situação interfere no acesso aos bens e serviços oferecidos à comunidade. Esta pesquisa teve como objetivo analisar as relações entre condições de vida, modos de vida e o acesso aos serviços de saúde, identificando as principais barreiras geográficas, econômicas e organizacionais de acesso aos serviços. Foram realizadas 20 entrevistas semiestruturadas com moradores e lideranças comunitárias de duas grandes áreas de ocupação irregular nos municípios de Cubatão e São Vicente. Os resultados indicam uma significativa inter-relação entre condições de vida, modos de vida, situação de saúde e o acesso aos serviços de saúde. Entre as várias dimensões que determinam as dificuldades de acesso da população aos serviços de saúde, os obstáculos vinculados à organização e estrutura dos serviços foram os mais referidos pelos entrevistados. Este estudo mostra que é fundamental superar a disparidade entre a lógica de organização e disponibilização dos serviços e as especificidades dos diferentes grupos populacionais, propiciando maior equidade no acesso.
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Cerqueira, M. B., & Pupo, L. R. (2012). CONDIÇÕES E MODOS DE VIDA EM DUAS FAVELAS DA BAIXADA SANTISTA E SUAS INTERFACES COM O ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE. Revista Baiana de Saúde Pública, 33(2), 214. https://doi.org/10.22278/2318-2660.2009.v33.n2.a207
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