Should maternal anesthesia delay breastfeeding? A systematic review of the literature

  • Oliveira M
  • Santos M
  • Aude D
  • et al.
N/ACitations
Citations of this article
36Readers
Mendeley users who have this article in their library.

This article is free to access.

Abstract

Introdução: A importância e os benefícios do aleitamento materno para os bebês e para as mães estão bem estabelecidos e documentados na literatura. No entanto, é frequente que mães lactantes precisem se submeter à anestesia geral ou raquianestesia e, devido à falta de informações, muitas delas interrompem a amamentação após a anestesia. Existem poucos dados disponíveis sobre a transferência de anestésicos para o leite materno. O objetivo desta revisão foi desenvolver algumas considerações e recomendações com base na literatura disponível. Métodos: Uma busca sistemática da literatura realizada usando com os seguintes bancos de dados em ciências da saúde: Embase, Lilacs, Pubmed, Scopus e Web of Science. A pesquisa bibliográfica mais recente foi realizada em 6 de abril de 2018. Uma pesquisa bibliográfica adicional foi realizada através do site da Organização Mundial da Saúde. Usamos os seguintes termos para a estratégia de busca: “Anestesia” e “Aleitamento materno” e seus derivados. Resultados: Nesta pesquisa, 599 registros foram encontrados e 549 foram excluídos por diferentes razões. Foram incluídos 50 manuscritos, com diferentes modelos de estudo: estudos prospectivos, estudos observacionais retrospectivos, revisões, relatos de casos, ensaios clínicos randômicos, caso‐controle e acesso a sites. Pequenas concentrações da maioria dos agentes anestésicos são transferidas para o leite materno; entretanto, sua administração parece ser segura para mães lactantes quando administrados em dose única durante a anestesia e isso não deve contraindicar o aleitamento materno. Por outro lado, altas doses, administração contínua ou repetida dos fármacos aumentam o risco de efeitos adversos em neonatos e devem ser evitados. Poucas drogas, como diazepam e meperidina, produzem efeitos adversos em bebês amamentados, mesmo quando administradas em doses únicas. Dexmedetomidina parece ser segura se a amamentação começar 24 horas após a interrupção do medicamento. Conclusões: A maioria dos anestésicos é segura para mães que amamentam e oferecem baixo risco para os recém‐nascidos amamentados quando a administração é em dose única. No entanto, altas doses e repetidas administrações de drogas aumentam significativamente o risco de efeitos adversos em recém‐nascidos. Além disso, diazepam e meperidina devem ser evitados em mulheres que amamentam. Finalmente, anestesiologistas e pediatras devem considerar o risco‐benefício individual, com atenção especial para os recém‐nascidos prematuros ou bebês com doenças concomitantes, pois são mais suscetíveis a efeitos adversos.

Cite

CITATION STYLE

APA

Oliveira, M. R. e, Santos, M. G., Aude, D. A., Lima, R. M. e, Módolo, N. S. P., & Navarro, L. H. (2019). Should maternal anesthesia delay breastfeeding? A systematic review of the literature. Brazilian Journal of Anesthesiology (English Edition), 69(2), 184–196. https://doi.org/10.1016/j.bjane.2018.12.006

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free