Abstract
Este texto reflete sobre as trajetórias de sujeitos, das mais diversas idades, que passaram a ocupar regiões específicas do centro histórico da cidade de São Paulo, no Brasil, em torno do uso do crack. A partir da observação etnográfica feita nos últimos cinco anos na “Cracolândia” e dos relatos de algumas destas pessoas em situação de rua que fazem intenso uso de crack, buscamos compreender as trajetórias dos usuários até “tornar-se noia” e os agenciamentos que utilizam para a manutenção e sobrevivência cotidiana nos espaços de uso e para lidar com o sofrimento social decorrente dessa condição.This text reflects on the trajectories of subjects of different ages who have come to occupy specific areas of the historic city center of São Paulo, in Brazil, around the use of crack. From the ethnographic observation made in the last five years in “Cracolândia” and from reports of some of these homeless people who make heavy use of crack, we intend to understand the trajectories of users in the process of “becoming noia” and the agency devices they use in their daily life seeking preservation and survival in the places where drug use occurs, and dealing with the social suffering resulting from this condition.
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Gomes, B. R., & Adorno, R. de C. F. (2011). Tornar-se “noia”: trajetória e sofrimento social nos “usos de crack” no centro de São Paulo. Etnografica, 15 (3), 569–586. https://doi.org/10.4000/etnografica.1076
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