Degeneração marginal pelúcida da córnea: diagnóstico e tratamento

  • Mérula R
  • Trindade F
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Abstract

A degeneração marginal pelúcida da córnea caracteriza-se por afilamento estromal progressivo do segmento inferior da córnea, estendendo-se na posição de 4 horas às 8 horas, em forma de crescente. A área de adelgaçamento corneal mede entre 1 mm e 2 mm de largura e é separada do limbo corneoescleral por uma área de tecido corneal normal. Como no ceratocone, o tratamento inicial consiste na correção óptica com óculos ou lentes de contato rígidas. Entretanto, quando a doença apresenta-se em estágio avançado, inviabiliza-se a correção visual por meio de recursos ópticos, sendo necessária a utilização de procedimentos cirúrgicos, como a ressecção em cunha, ressecção lamelar em crescente, a ceratoplastia penetrante, a ceratoplastia lamelar, epiceratoplastia, e mais recentemente os implantes de anéis corneais intra-estromais.

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Mérula, R. V., & Trindade, F. C. (2006). Degeneração marginal pelúcida da córnea: diagnóstico e tratamento. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, 69(3), 447–453. https://doi.org/10.1590/s0004-27492006000300032

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