Abstract
Nos últimos 10 anos, a inserção de exames ecocardiográficos dentro da unidade de terapia intensiva, de forma sistemática e, e em alguns serviços, de forma semi-con-tínua, tornaram o método uma ferramenta valiosa no manuseio dos doentes graves. Situações onde o diagnóstico precoce muitas vezes é decisivo na condução do caso clínico, como, por exemplo, na vigência de tamponamento cardíaco e/ou dissecção de aorta, reiteram a importância e a necessidade de sua implementação. (1-2) A porta-bilidade dos equipamentos disponíveis nos dias de hoje e o treinamento centrado no paciente (point of care echocardiography) justificam sua utilização e execução por médicos intensivistas. Algumas recomendações quanto ao seu uso são sugeridas no quadro 1. A perfusão tecidual adequada e oferta de oxigênio otimizada são os objetivos primordiais dentro do ambiente de terapia intensiva e em pacientes que se apresen-tam com disfunção circulatória. O débito cardíaco (DC) é uma variável que está intimamente relacionada com o retorno venoso, que é definido como a diferença entre a pressão de átrio direito e a pressão média de enchimento sistêmico (PMES). Consequentemente o DC deve ser proporcional ao volume de sangue que chega ao coração e, dependendo da situação em que se encontre o paciente na curva de Frank-Starling, (3) o aumento da pré-carga através de prova de volume poderá au-mentar ou não o débito cardíaco. Em uma situação de hipovolemia, provavelmente o aumento do retorno venoso aumentará a pré-carga de ventrículo direito e, conse-quente, de ventriculo esquerdo, otimizando o volume sístolico. Esta situação é de
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Flato, U. A. P., Campos, A. L. de, Trindade, M. R., Guimarães, H. P., Vieira, M. L. C., & Brunori, F. (2009). Ecocardiografia à beira do leito em terapia intensiva: uma realidade ou um sonho distante? Revista Brasileira de Terapia Intensiva, 21(4). https://doi.org/10.1590/s0103-507x2009000400015
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