Abstract
O não-casamento tem marcado a existência de mulheres em diferentes épocas e lugares. Exceto em contextos específicos de estímulo ao celibato, esta “condição” tem sido recorrentemente representada como falta essencial, anomalia social, jamais um caminho escolhido ou projeto de vida que pode ser vivido positivamente. Sob a lógica do familismo, que pressupõe o casamento e maternidade como lugares privilegiados de saúde e felicidade, a mulher não casada e não mãe é percebida como egoísta, solitária, infeliz, frustrada e insatisfeita, beirando à aberração. Neste artigo reflito sobre a relação entre maternidade como escolha e as convenções sociais ou normas de gênero que reputam as solteiras como menos que meia pessoa na escala de status social. O artigo é baseado em pesquisa realizada em uma metrópole brasileira nos anos 2000.
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Gonçalves, E. (2017). Solteira, sem filhos: menos que meia pessoa? Mediações - Revista de Ciências Sociais, 22(2), 479. https://doi.org/10.5433/2176-6665.2017v22n2p479
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