Tratamento cirúrgico da espasticidade

  • Teixeira M
  • Fonoff E
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Abstract

A espasticidade decorre de uma reorganização funcional de circuitos, em geral, medulares espinais após uma lesão que afeta total ou parcialmente as vias moduladoras damotricidade e controle das interações sensitivas. Agrava-se devido a estímulos nociceptivos ou sensitivos de outra natureza, aumento de citocinas e emoções. A Avaliação da espasticidade fundamenta-se nos dados de história e no exame físico ressaltando-se a ocorrência de fatoresdesencadeantes e agravantes e nas possíveis complicações de sua ocorrência. O tratamento fundamenta-se na remoção das possíveis causas da lesão neurológica e na eliminação defatores desencadeantes das crises de espasticidade, incluindo as escaras, os processos inflamatórios e dor. Os procedimentos de medicina física são importantes para a reabilitação, prevenção de complicações e melhora da função motora. Dentre os medicamentos miorrelaxantes destacando-se o baclofeno e o diazepam. Os procedimentos neurocirúrgicos funcionais ablativos, ou seja, as neurotomias super-seletivas, a rizotomia super-seletiva, a lesão do trato de Lissauer e do corno posterior da medula espinal e as mielotomias são indicadas em casos de ausência de melhora com procedimentos conservadores. A infusão de fármacos miorrelaxantes no compartimento liquórico é opção interessante especialmente no doente em que a atividade motora é útil.

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Teixeira, M. J., & Fonoff, E. T. (2004). Tratamento cirúrgico da espasticidade. Revista de Medicina, 83(1–2), 17–27. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v83i1-2p17-27

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