Abstract
O objetivo desta pesquisa foi o de levantar as principais razões que levam estudantes universitários a doarem seus órgãos para transplante e as relações entre a doação de órgãos, o medo da morte e a religião dos participantes. Para tanto, foram realizados três estudos interdependentes, os quais somaram a participação de 192 estudantes de uma universidade pública do Estado de São Paulo. Os resultados obtidos nestes estudos sugerem, como sendo as principais razões para a doação: desejo de continuar a vida do outro; reaproveitamento dos órgãos; dar qualidade de vida aos que necessitam de um transplante; inutilidade do corpo após a morte. Quanto à não doação, as principais razões foram: crítica à lei dos transplantes; crítica ao sistema de saúde brasileiro; razões bioéticas, tais como receio de morte premeditada e contrabando de órgãos. Nestes estudos não foi encontrada relação significativa entre religião e doação de órgãos, mas foi encontrada entre o medo da morte e a não doação.
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Bendassolli, P. F. (2001). Percepção do corpo, medo da morte, religião e doação de órgãos. Psicologia: Reflexão e Crítica, 14(1), 225–240. https://doi.org/10.1590/s0102-79722001000100019
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