Abstract
impor o esquecimento às memórias de dor e resistência das populações negras é uma prática recorrente nesse país. Nas artes, ciências, religiões, espaços públicos e outros territórios de expressão do ser, a presença negra é constantemente apagada pela mão invisível da colonialidade que impõe o esquecimento das experiências de dor, prazer e resistência de ser negro e negra no Brasil. Este ensaio discute o assassinato das memórias afro-brasileiras como uma política do esquecimento orquestrada pela colonialidade que permanentemente nos exauri. Discute ainda a resistência que não queda aos poderes imperialistas de interdição ao saber, ser e poder das indenidades subalterizadas que, pela consciência ativa de seu lugar de fala, vem produzindo novas possibilidades de diálogo com os poderes hegemônicos.
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Missiatto, L. A. F. (2021). Memoricídio das populações negras no Brasil: atuação das políticas coloniais do esquecimento. Revista Memória Em Rede, 13(24), 252–273. https://doi.org/10.15210/rmr.v13i24.20210
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