Abstract
Este artigo procura entender por que facções e seus sujeitos envolvidos no mercado de drogas gaúcho recorreram à violência extrema, entre 2016 e 2018. Com base em notícias de jornal, grupos focais e entrevistas narrativas com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação, concluiu-se que o emprego de violência extrema constituiu um instrumento essencial na estratégia de expansão dos embolamentos no mercado de droga no estado. O uso da violência como fim principal da ação aprofundou o envolvimento dos sujeitos na “guerra”, apontando para um padrão de sociabilidade, com códigos de solidariedade internos aos grupos.
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Barros, B. W., & Pimenta, M. de M. (2022). “Pra eles verem que nós somos ruim”: Violência extrema no mercado de drogas no Rio Grande do Sul. Dilemas: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, 15(2), 455–482. https://doi.org/10.4322/dilemas.v15n2.43206
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