Abstract
Este artigo aborda a Reforma do Estado implementada na década de 1990, no Brasil, e seus impactos sobre as universidades públicas que necessitaram se adaptar à nova política de diversificação e diferenciação que mensura seu valor pela competitividade e capacidade de inovação. Destaca a perda de controle sobre a definição de sua identidade, funções e gestão. A autonomia universitária e a democratização da gestão são apontadas como fundamentais na resistência ao gerencialismo. A participação social comparece como elemento primordial na gestão democrática da educação. O artigo realça que movimentos sociais, dentro e fora das universidades, buscam a efetiva partilha de poder nas instâncias decisórias. Embora chame a atenção para o fato de que universidades mantêm uma gestão centralizada e vertical que resiste às ideias e opiniões forjadas nos novos espaços participativos, o artigo acena com uma reforma criativa, democrática e emancipatória da universidade pública como alternativa para enfrentamento das pressões neoliberais.
Cite
CITATION STYLE
Turíbio, E. V., & Santos, E. H. (2017). A reforma do estado e a gestão democrática na universidade pública brasileira. Administração Pública e Gestão Social, 1(3), 194–204. https://doi.org/10.21118/apgs.v1i3.1281
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.