Abscesso esplênico: mudanças nos fatores de risco e nas opções de tratamento

  • Martins A
  • Vieira L
  • Ferraz Á
  • et al.
N/ACitations
Citations of this article
10Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

OBJETIVO: A origem dos abscessos esplênicos está relacionada a episódios de bacteremia após infarto esplênico. Recentemente, a SIDA, a tuberculose, a imunossupressão e as neoplasias têm mudado a apresentação clínica desse abscesso. Tradicionalmente, o tratamento de escolha é a esplenectomia. Entretanto, a drenagem percutânea pode ser uma alternativa útil em casos selecionados O objetivo desse trabalho foi determinar o perfil dos pacientes com abscesso esplênico tratados em um hospital terciário. MÉTODO: Dados referentes aos pacientes atendidos no Serviço de Cirurgia Geral HC-UFPE no período de novembro de1993 a fevereiro de 2004 foram analisados. Sete pacientes dentre os 73094 tratados no período constituíram o objeto desse estudo. RESULTADOS: Cinco pacientes foram tratados inicialmente com esplenectomia e dois por drenagem percutânea. Quatro pacientes (57%) apresentavam abscessos secundários à imunossupressão, tuberculose ou doença neoplásica. Três (43%) apresentavam abscessos decorrentes de infecção metastática (endocardite). A drenagem percutânea foi o único tratamento utilizado em um caso. CONCLUSÕES: Houve uma mudança no padrão clássico, e quase que exclusivo, de origem hematogênica do abscesso esplênico para abscessos decorrentes de uma condição de imunossupressão (câncer, tuberculose, transplantes etc.). Em casos selecionados, a drenagem percutânea pode ser a única forma de tratamento invasivo utilizada.BACKGROUND: Splenic abscess remains a diagnostic challenge with a high mortality rate. Its origin is related to episodes of bacteremia after a splenic infarct. Last decade, the demographics of the population with this disease changed towards patients with immunosuppressive conditions (tuberculosis, cancer, transplant, etc). Traditionally, splenectomy has been the treatment of choice, with a high morbidity and mortality. Percutaneous drainage can be an alternative to avoid splenectomy. METHODS: A direct search of Hospital das Clínicas/UFPE records between November/1993 and February/2004 resulting in a total number of 73094 patients has been perfomed. RESULTS: Seven cases of splenic abscess are presented: five patients were treated with splenectomy and two with percutaneous drainage. Four patients (57%) had splenic abscess related to immunosuppressive conditions (steroids, cancer, tuberculosis and transplant). CONCLUSION: A change in clinical presentation towards imunosupression was observed. The diagnosis should be considered in a patient with fever, abdominal pain and immunosuppressive condition. The percutaneous drainage alone or preceding splenectomy can be efficient to solve splenic abscess in selected cases.

Cite

CITATION STYLE

APA

Martins, A. C. de A., Vieira, L. F. D. F., Ferraz, Á. A. B., Santos Júnior, M. A. dos, & Ferraz, E. M. (2005). Abscesso esplênico: mudanças nos fatores de risco e nas opções de tratamento. Revista Do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 32(6), 337–341. https://doi.org/10.1590/s0100-69912005000600011

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free