Este artigo aborda o diálogo problemático entre formas de expressão – o chamado samba de raiz e o funk carioca – a que se atribui uma mesma origem: a favela. Apesar das muitas diferenças – especialmente no que diz respeito à sua dimensão plástica e material –, sugiro haver mais pontos em comum entre o samba e o funk que apenas o seu “lugar de origem”. E que esses pontos constituem formas importantes de produção de subjetividade no ambiente da cidade, especialmente caso se dê atenção ao seu aspecto performativo. A preocupação nesse contexto é buscar uma abordagem que privilegie uma forma de produção musical que, de um lado, representa uma forma de resistência aos modos opressivos de gestão da cidade; de outro, dão ensejo a experiências e relações sociais capazes de influir em uma nova sensibilidade cultural.
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De Salles, E. P. (2008). Funk, samba e a produção do comum: diálogos, sons, interações. E-Compós, 8. https://doi.org/10.30962/ec.v8i0.148
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