Abstract
Neste artigo faz-se uma releitura do conhecido trabalho de Freud, Dostoyevski e o parricídio (1927), a partir da articulação que Lacan realiza sobre a culpa em seu Seminário V, As formações do inconsciente. A suposta epilepsia de que Dostoyevski seria acometido, é questionada por Freud que entende os ataques do escritor russo como resultado de uma identificação histérica com o pai morto. Implicada nesta interpretação, está a questão da culpa pelo assassinato do pai. Contudo, pode-se reler a interpretação freudiana a partir da formulação lacaniana de que, uma demanda de morte endereçada ao Outro implica na morte
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Scotti, S. (2003). Culpa e gozo, psicanálise e literatura. Psicologia: Reflexão e Crítica, 16(1), 217–221. https://doi.org/10.1590/s0102-79722003000100022
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