Abstract
O crescimento exponencial das redes sociais transformou a forma como as pessoas se relacionam, consomem informação e constroem sua identidade. No entanto, estudos recentes apontam que o uso excessivo dessas plataformas pode contribuir para o desenvolvimento de sintomas de ansiedade, depressão, baixa autoestima e transtornos alimentares, além de favorecer comportamentos de comparação social e exposição ao cyberbullying. Este artigo tem como objetivo analisar os impactos positivos e negativos do uso das redes sociais na saúde mental de diferentes faixas etárias. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases PubMed, Scielo e BVS, com recorte temporal entre 2017 e 2025. Os resultados revelam que o tempo de uso, os padrões de engajamento, a qualidade das interações e características psicológicas individuais influenciam significativamente na saúde mental. Apesar dos riscos identificados, há benefícios associados, como maior acesso à informação em saúde, apoio social e criação de redes de pertencimento. Conclui-se que o impacto das redes sociais não é unidirecional, mas depende da forma como são utilizadas e dos mecanismos de proteção existentes. Recomenda-se fortalecer políticas de educação digital, monitoramento parental e intervenções psicoeducacionais que promovam o uso consciente dessas plataformas.The exponential expansion of social media has transformed communication, identity construction, and access to information. However, growing evidence shows that excessive use may contribute to anxiety, depression, low self-esteem, eating disorders, and exposure to cyberbullying. This article aims to analyze the positive and negative mental health impacts of social media use across different age groups. A narrative literature review was conducted in PubMed, Scielo and BVS databases, including studies published between 2017 and 2025. Results show that usage time, engagement patterns, interaction quality and individual psychological characteristics play a central role in determining outcomes. Although risks are predominant in certain contexts, social media also offer benefits such as health information dissemination, emotional support and community building. We conclude that impacts depend on how platforms are used, moderated, and integrated into everyday life. Strengthening digital education, parental monitoring, and psychosocial interventions is crucial to mitigate harms and promote healthier online environments.El crecimiento de las redes sociales ha modificado profundamente las interacciones humanas y la construcción de la identidad. No obstante, investigaciones recientes demuestran una relación entre su uso excesivo y efectos negativos en la salud mental, como ansiedad, depresión, baja autoestima y ciberacoso. El objetivo de este artículo es analizar tales impactos en diferentes grupos poblacionales. La revisión narrativa se basó en artículos publicados entre 2017 y 2025, consultando PubMed, Scielo y BVS. Los hallazgos indican que el tiempo de uso, la calidad de las interacciones y los factores psicológicos individuales determinan los resultados. A pesar de los riesgos, las redes sociales también proporcionan beneficios como apoyo emocional y acceso a información en salud. Se concluye que los impactos dependen del contexto de uso y de la presencia de estrategias de educación digital y regulación.
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Signorati, M. (2025). O impacto das Redes Sociais na Saúde Mental: Uma revisão narrativa da literatura. Research, Society and Development, 14(12), e12141250289. https://doi.org/10.33448/rsd-v14i12.50289
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