Abstract
Neste artigo procede-se a uma discussão da especificidade sociológica dos conceitos de risco e de sociedade de risco e da associação deste último à modernidade ocidental e a uma lógica neoliberal. O conceito de sociedade de risco não atende à irrupção da incerteza como categoria de governação neoliberal e de reprodução das desigualdades sociais. O recurso recente à noção de resiliência social, e aos seus desdobramentos em sociedades e comunidades resilientes, além de não trazer nenhuma inovação teórica relevante, aligeira a responsabilidade e o papel fundamental dos Estados na segurança estrutural das populações e na capacidade de resistência aos desastres como um direito de cidadania. Argumenta-se, assim, pela necessidade de retorno aos estudos da vulnerabilidade social como instrumento para identificação e empoderamento dos grupos sociais mais desfavorecidos, numa lógica abrangente de participação e de cidadania.
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Mendes, J. M. (2018). RISCO, VULNERABILIDADE SOCIAL E RESILIÊNCIA: CONCEITOS E DESAFIOS. Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental, 7, 463. https://doi.org/10.19177/rgsa.v7e02018463-492
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