Abstract
Este texto discute a intersetorialidade nas políticas públicas, rede de proteção social que associa diversos setores para tornar mais eficaz o atendimento à população. Propomos, a partir das ideias de Gilles Deleuze e Félix Guattari e da prática intersetorial pensada na transversalidade da macropolítica e de micropolítica, discutir teoricamente a intersetorialidade como um rizoma, uma rede de relações que pode ser percorrida em diversas direções, possuindo estratos e invenções diversas. Entre os estratos evidenciamos o excesso de trâmites, a falta de avaliações das ações conjuntas após os encaminhamentos, a ausência de resposta de setores, a falta de conhecimento dos técnicos e a sobrecarga de trabalho. Nas possibilidades de invenção, que são singulares, encontramos alguns pontos que favorecem agenciamentos: o compromisso dos profissionais, o conhecimento das atribuições do próprio setor e dos outros setores do equipamento e o conhecimento do território. Concluímos que a prática intersetorial se faz pela conexão de diferenças em um plano de imanência.
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Romagnoli, R. C. (2017). TRANSVERSALIZANDO AS POLÍTICAS PÚBLICAS: QUANDO A INTERSETORIALIDADE SE TORNA RIZOMÁTICA. Psicologia Em Estudo, 22(3), 421. https://doi.org/10.4025/psicolestud.v22i3.35843
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