Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a agropecuária brasileira

  • Martin Neto L
  • Galerani P
  • Costa J
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Abstract

Introdução A agricultura e a pecuária são setores essenciais da economia brasileira, fundamentais para o crescimento econômico e para o equilíbrio cambial do país. O agronegócio respondeu por cerca de 23% do PIB, em 2015, segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e, em fevereiro de 2016, chegou a 50,3% das exportações totais brasileiras, segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) (Brasil, 2016). Reconhece-se este setor, atualmente, como o mais competitivo e eficiente do Brasil no cenário econômico mundial. Apesar do alto padrão tecnológico praticado pelos produtores brasileiros, nos últimos dez anos, a agricultura no País sofreu perdas econômicas consideráveis em razão dos ataques de pelo menos 35 novas pragas (Lopes-da-Silva et al., 2014). Além disso, cerca de 500 espécies de pragas quarentenárias ainda apresentam potencial para causar danos significativos às nossas lavouras. Segundo a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA), 150 pragas quarentenárias ausentes do Brasil, já estão em países da América do Sul próximos de nossas fronteiras (Lopes-da-Silva et al., 2014). Isso significa que, a qualquer momento, uma nova praga pode chegar ao Brasil sem ser percebida, pois, além da transmissão por plantas, animais, microrganismos e por seus órgãos propagativos, podem ainda ser levadas pelo vento ou pelo ser humano, em um mundo cada vez mais globalizado. A existência de um organismo quarentenário no Território submete os produtos agrícolas brasileiros a barreiras sanitárias, impostas por parceiros comerciais, que podem interferir nas exportações e gerar um panorama de difícil reversão (Lopes-da-Silva et al., 2014). A propagação por interferência humana é muito significativa, principalmente quando se considera que 90% do comércio mundial é marítimo, e a aviação é via de ingresso de maior disseminação de pragas (Olson, 2006). Nos Estados Unidos, por exemplo, houve 725 mil interceptações entre 1984 e 2000, das quais 73% em carregamentos aéreos (Olson, 2006). Este número temático da revista PAB, especial para tratar das ameaças sanitárias à agricultura brasileira, traz importante alerta sobre pragas exóticas que causam perdas econômicas tanto aos produtores brasileiros quanto ao comércio internacional das commodities.

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Martin Neto, L., Galerani, P. R., & Costa, J. L. da S. (2016). Pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a agropecuária brasileira. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 51(5), i–viii. https://doi.org/10.1590/s0100-204x2016000500iii

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