Abstract
Contexto: A doença de Alzheimer de início tardio (DAIT) representa a maior parte dos casos de doença de Alzheimer (DA). Objetivo: Revisar resultados relevantes para genes candidatos e de suscetibilidade para a DAIT. Métodos: Revisão bibliográfica, a partir de 1990, empregando os bancos de dados PubMed e SciELO. Resultados: Polimorfis- mos genéticos são mais relevantes para a DAIT que mutações, sendo que o alelo E4 do gene APOE é o maior fator de risco conhecido até o momento. No entanto, outros genes vêm sendo investigados e existem dados disponíveis sobre a relação com DAIT para os genes da apolipoproteína CI, alfa-1-antiquimiotripsina, receptor sigma tipo 1, enzima conversora de angiotensina, alfa 2-macroglobulina, proteína relacionada ao receptor de LDL, interleucina 1 alfa e beta, paraoxonase, transportador de serotonina e receptores de serotonina. Conclusões: A DAIT tem etiologia multifatorial e um grande número de marcadores genéticos influencia em seu desenvolvimento. Essas variantes precisam ser inves- tigadas na população brasileira, cuja formação étnica é distinta daquela de populações norte-americanas e europeias. Somente assim será possível a determinação do perfil genético de risco, que facilitará a detecção de indivíduos com maior probabilidade de desenvolver a doença.
Cite
CITATION STYLE
Barros, A. C., Lucatelli, J. F., Maluf, S. W., & Andrade, F. M. de. (2009). Influência genética sobre a doença de Alzheimer de início tardio. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), 36(1), 16–24. https://doi.org/10.1590/s0101-60832009000100003
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.