VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E ENSINO: CONCEITOS E (IM)POSSIBILIDADES

  • SOARES-SENA V
  • MENDES S
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Abstract

Por meio deste artigo pretendemos discutir achados da pesquisa intitulada “Esta língua vareia: uma análise da variação linguística no ensino de língua portuguesa em Mariana, MG” (Soares-Sena, 2018), a partir da qual e sob a perspectiva da Sociolinguística Variacionista Laboviana (2008 [1972]) apresentamos uma análise a respeito do tratamento dado à variação linguística nos ensinos Fundamental II e Médio. Assim, visando desenvolver ainda mais o tema em questão, acrescentamos a esta discussão algumas reflexões acerca da variação linguística no processo de alfabetização-letramento de crianças; conhecimento que nos foi possibilitado trazer a este estudo a partir da realização da disciplina “LIG948 - STV em Linguística Aplicada: Da aquisição da fala à apropriação da escrita pela criança” do Programa de Pós Graduação em Estudos Linguísticos da Universidade Federal de Minas Gerais. Dessa maneira, evidenciaremos resultados da pesquisa empírica e refletiremos, ainda, sobre o processo de alfabetização no Ensino Fundamental I (anos iniciais – 1º ao 5º ano). Isso para que possamos discutir conceitos e (im)possibilidades ao ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa na educação básica como um todo. Os resultados nos mostram que poderemos compreender que, embora existam grandes estudos com foco em um ensino-aprendizagem diverso, criativo, dinâmico, efetivo e significativo com tendências à erradicação do analfabetismo no Brasil (Soares, 2002, 2018; Faraco, 1992, 2008, 2016; Bortoni-Ricardo, 2005; dentre outros), ainda há muitas lacunas no nosso ensino. Da alfabetização ao ensino médio, existe um caminho extenso a ser percorrido para se alcançar a educação de qualidade.REFERÊNCIASALVES, R. Por uma educação romântica. São Paulo: Papirus, 2002.ANTUNES, I. Gramática contextualizada: limpando “o pó das ideias simples”. São Paulo: Parábola Editorial, 2014.BAGNO, M. Nada na língua é por acaso – por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.______. Dicionário Crítico de sociolinguística. São Paulo: Parábola Editorial, 2017.BARBOSA DA SILVA, Mírian. Leitura, ortografia e fonologia. São Paulo: Ática, 1981.BORTONI-RICARDO, S. M. Nós chegemu na escola, e agora? Sociolingüística e educação. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.BOURDIEU, P. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp; Porto Alegre, RS: Zouk, 2007.BRASIL, Secretaria de Educação Básica. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN): Terceiro e Quarto ciclos: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998, 106 p. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues.pdf, Acesso em: 15 jun. 2018.BUNZEN, C.; ROJO, R.. Livro didático de língua portuguesa como gênero do discurso: autoria e estilo. In: COSTA VAL, M. da G; MARCUSCHI, Beth (Orgs.). Livros didáticos de língua portuguesa: letramento, inclusão e cidadania. Belo Horizonte: Ceale; Autêntica, 2005.CÂMARA JÚNIOR, Joaquim Mattoso. Para o estudo da fonêmica portuguesa. Rio de Janeiro: Padrão, 1977.CHEVROT, J. P.; NARDY, A.; BARBU, S. The acquisition of linguistic variation: looking back and thinking ahead. De Gruyter Mouton, 2013.FARACO. C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.______. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.______. Escrita e alfabetização: características do sistema gráfico do português. São Paulo: Contexto, 1992.GIL, A. C. Como elaborar projetos e pesquisa. 3a ed. São Paulo: Atlas, 1995.GUEDES, M. C. R.; GOMES, C. A. Consciência fonológica em períodos pré e pós-alfabetização. Cadernos de Letras da UFF – Dossiê Letras e Cognição 2010; 41: 263-281.LABOV, W. Padrões Sociolinguísticos. São Paulo: Parábola, 2008 [1972].LÜDKE, M; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Proposta Curricular: Conteúdo Básico Comum - Língua Portuguesa: ensinos fundamental e médio. Minas Gerais, 2007.  Disponível em: file:///C:/Users/Viviane/Downloads/CBCEFM%20portugu%C3%AAs%20(1).pdf, acesso em: 27 ago. 2018.MOLLICA, M. C. Fundamentação teórica: conceituação e delimitação. In: MOLLICA, M. C., BRAGA, L. M. (orgs.). Introdução à Sociolinguística: o tratamento da variação. São Paulo: Contexto, 2003.MONTEIRO, J. L. Para compreender Labov. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.ORLANDI, E. P. As formas do silêncio. No movimento dos sentidos. 4. ed. São Paulo: Editora da Unicamp, 2007.SOARES-SENA, V. A. Esta língua “vareia”: uma análise da variação linguística no ensino de língua portuguesa em Mariana, MG. 115 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2018.SOARES, M. Linguagem e escola: uma perspectiva social. 17a ed. São Paulo: Ática, 2002.____. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2018.YIN, R. Estudo de Caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman, 2005.Recebido em 03-12-2019 | Aceito em 20-02-2020

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SOARES-SENA, V. D. A., & MENDES, S. T. do P. (2020). VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E ENSINO: CONCEITOS E (IM)POSSIBILIDADES. Trama, 16(37), 84–99. https://doi.org/10.48075/rt.v16i37.23699

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