Abstract
A respiração oral pode causar deformações na arcada dentária e representar risco a cáries e doenças periodontais, podendo ser agravado pela utilização de aparelhos fixos. OBJETIVO: Avaliar o grau de mineralização do esmalte dentário e a microbiota cariogênica bucal de respiradores orais que utilizaram disjuntores maxilares. MATERIAL E MÉTODO: Estudo prospectivo com 20 pacientes respiradores orais com atresia maxilar, idades entre 9 e 13 anos. A mineralização do esmalte dentário foi medida pela técnica de fluorescência, antes da instalação do disjuntor maxilar e após sua remoção. A microbiota cariogênica foi avaliada pelo No Caries®. Na análise estatística utilizamos o teste "t" (p<0,05), e a microbiota oral analisada por incidência. RESULTADOS: Houve diferença estatisticamente significante no grau de mineralização do esmalte dentário após a disjunção maxilar, com valor médio de 3,08. O teste colorimétrico demonstrou que 45 por cento diminuiu e 15 por cento aumentou o potencial à cárie dentária, sendo que 40 por cento permaneceu inalterado após o uso do disjuntor maxilar. CONCLUSÃO: Houve diferença estatisticamente significante no grau de mineralização do esmalte dentário nos pacientes respiradores orais após a utilização de disjuntor, porém dentro da faixa de normalidade clínica, e um número pequeno de pacientes aumentou o potencial cariogênico durante o tratamento ortodôntico.(AU)
Cite
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Bakor, S. F., Pereira, J. C. M., Frascino, S., Ladalardo, T. C. C. G., Pignatari, S. S. N., & Weckx, L. L. M. (2010). Desmineralização dentária de pacientes respiradores orais submetidos à expansão maxilar. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, 76(6), 709–712. https://doi.org/10.1590/s1808-86942010000600007
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