Abstract
A internacionalização pela mobilidade é dominante no contexto latino-americano. Todavia observa-se que três tendências afetam diretamente seus avanços: 1) o baixo número de estudantes estrangeiros que escolhem a América Latina como local de estudos; 2) a carência de políticas estratégicas nacionais e institucionais para internacionalização das Instituições de Educação Superior; e 3) a escassez de recursos para o envio de estudantes locais para o exterior. Assim, faz-se necessário ampliar a perspectiva de mobilidade, buscando novas alternativas de internacionalização que atinjam um público mais amplo e tragam benefícios para a sociedade como um todo. O presente trabalho tem por objetivo compreender como a experiência de estudantes brasileiros que realizaram mobilidade foi aproveitada no contexto local de suas instituições de origem. A metodologia é caracterizada como qualitativa. Foram conduzidas entrevistas com estudantes de Instituições de Educação Superior privadas e as análises foram produzidas com princípios de Análise Textual Discursiva (ATD). Os resultados apontam para o interesse dos estudantes em compartilhar suas vivências e a atuação em projetos diferenciados e interdisciplinares adquiridos no exterior. Todavia observa-se a falta de estratégias organizacionais para a utilização das competências adquiridas pelos estudantes em suas experiências de mobilidade.
Cite
CITATION STYLE
Baranzeli, C., Costa Morosini, M., & Woicolesco, V. G. (2020). “A chave está na troca” − estudantes de mobilidade como vetores da internacionalização em casa. Série-Estudos - Periódico Do Programa de Pós-Graduação Em Educação Da UCDB, 253–274. https://doi.org/10.20435/serie-estudos.v25i53.1400
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.