Lesão aguda esôfago - gástrica causada por agente químico

  • Corsi P
  • Hoyos M
  • Rasslan S
  • et al.
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Abstract

RESUMO – O tratamento da ingestão de agentes químicos corrosivos continua controverso. A in-cidência desses episódios tem aumentado nas úl-timas décadas por várias razões. OBJETIVO. Analisar a ocorrência, as complica-ções e os resultados do tratamento da lesão esô-fago -gástrica causada por agentes químicos. MÉTODOS. Foram estudados retrospectivamente 21 pacientes adultos com lesão esôfago-gástrica, causada por ingestão de substância química, ad-mitidos até 23 dias após o episódio, no Serviço de Emergência da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo num período de 12 anos. A média de idade foi 32,1 anos e 11 doentes pertenciam ao sexo feminino, as quais mais freqüentemente tinham intenções suicidas. A soda cáustica foi o produto mais ingerido (76,2%), ingestão de ácido mu-INTRODUÇÃO A ingestão de substâncias cáusticas e corrosivas é ainda motivo de preocupação em nosso meio pela gravidade dos casos. Em virtude do seu fácil aces-so, já que estão presentes em vários produtos de uso doméstico, a ingestão proposital ou acidental ocorre freqüentemente. A esse fato, soma-se a falta de informações da população sobre os efeitos deletérios dessas substâncias e a desobediência às instruções de segurança destes produtos. Não devemos utilizar as expressões cáustica e corrosiva como sinônimas, uma vez que cáusticos são os álcalis e corrosivos são os ácidos. A espe-cificação é importante porque a literatura aponta efeitos diferentes entre eles 1-4 . Nos EUA a freqüência de ingestão de agentes químicos é de 5000 a 15000 pacientes novos ao ano 5 . A incidência é bimodal, com aproximada-mente 75% de indivíduos com idade abaixo de 5 anos. A população restante é constituída de adul-tos jovens acima de 21 anos e apenas 4% dos casos encontram-se entre 6 e 15 anos 6,7 . Abaixo de 5 anos, praticamente todos os casos se devem à ingestão acidental, sendo a incidência igual em ambos sexos, ou levemente maior para o sexo masculino. Nos adolescentes americanos, de riático ocorreu em três casos (14,3%), amoníaco e ácido sulfúrico em um caso (4,8%) cada. RESULTADOS. As lesões faríngeas e laríngeas esti-veram freqüentemente associadas às lesões de esôfago, presentes em 18 casos (85,7%). As lesões esofágicas, gástricas e duodenais foram avaliadas e classificadas por endoscopia. Lesões graves esofágicas ou gástricas estiveram presentes em cinco casos cada. CONCLUSÃO. O tratamento e os resultados foram variados, mas sugeriram que a sondagem esofá-gica foi prejudicial. A mortalidade global foi 28,6%, mais elevada na lesão esofágica grau 3.

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Corsi, P. R., Hoyos, M. B. L., Rasslan, S., Viana, A. de T., & Gagliardi, D. (2000). Lesão aguda esôfago - gástrica causada por agente químico. Revista Da Associação Médica Brasileira, 46(2). https://doi.org/10.1590/s0104-42302000000200003

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