Abstract
Este estudo de caráter etnográfico analisa as festas e as interações afetivo-sexuais de estudantes africanos e africanas residentes na cidade de Fortaleza, e as relações desses sujeitos com a sociedade de acolhida. A partir da análise das múltiplas representações existentes, encarnadas pelos grupos sociais, africanos e brasileiros, articulo gênero, raça, classe e outras interseccionalidades. Pertencentes a diversos grupos etnolinguísticos, no cenário de migração estudantil, os africanos e africanas não estão inteirados dos limites sociais tradicionais, rompendo com as fronteiras afetivas e de sexualidade estabelecidas. Uma das ideias centrais que avanço neste artigo, é de que tais eventos constituem momentos liminares (Turner, 1974), privilegiados de interações e negociações afetivas entre a juventude africana e a sociedade fortalezense. Fruto das observações, entrevistas e conversas informais, percebo que tais interações articulam raça, etnia, classe, formato de corpo e de cabelo, que se sobrepõem e se intersectam como atributos desejáveis e atraentes, criando correlações diversas. Muitas dessas correlações revelam uma discriminação interseccional que atinge os homens e as mulheres em graus e formas distintos.
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Langa, E. N. B. (2014). DIÁSPORA AFRICANA NO CEARÁ: Representações sobre as festas e as interações afetivo-sexuais de estudantes africano(a)s em Fortaleza. Revista Lusófona de Estudos Culturais, 2(1), 102–122. https://doi.org/10.21814/rlec.58
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