Abstract
O paulista é um importante gênero músico-coreográfico camponês no médio Jequitinhonha (Minas Gerais). A partir da análise formal de alguns de seus parâmetros técnicos, este artigo busca explorar mecanismos através dos quais uma forma musical e literária pode propor um enunciado coerente e ao mesmo tempo dificultar ou restringir sua apreensão. Esta "codificação" acontece aqui através de processos de estruturação formal de um lado, aliados a uma particular economia de qualquer discurso analítico ou não-musical sobre a prática musical, de outro. Por fim, uma curta comparação de caso pretende sugerir tal problema como um paradigma possivelmente pertinente a outros contextos camponeses no Brasil.The paulista is an important musico-choreographic peasant genre from the mid Jequitinhonha river (Minas Gerais, south-east of Brazil). Starting with a formal analysis of some of its technical parameters, this article seeks to explore mechanisms through which a musical and literary form can propose a coherent statement and at the same time difficult or restrict its apprehension. This "codification" is done here through processes of formal structuring on one hand, combined to a particular economy of any analytical or not-musical discourse about the musical practice, on the other hand. At last, a short comparison of cases claims to suggest such problem as a paradigm possibly relevant to other peasant contexts in Brazil.
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Rosse, L. P. (2013). “Você mandou eu cantar, na mente que eu não sabia”: estruturação formal e camuflagem em um gênero musical camponês do médio Jequitinhonha. Per Musi, (27), 103–114. https://doi.org/10.1590/s1517-75992013000100010
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