Abstract
INTRODUÇÃO O progresso na ciência biomédica conduz, inevitavelmente, a uma grande sofisticação da metodologia científica. Nos últimos anos, tem sido perceptível o aumento da necessidade de refinamento na qualidade dos animais de laboratório, principalmente dos camundongos e ratos. A comunidade científica reconhece, cada vez mais, que as doenças nessas espécies alteram enormemente os resultados experimentais. Além disso, devemos considerar a grande variedade genética determinada pelas inúmeras linhagens existentes, o que estabelece extremos de susceptibilidade entre tais linhagens quando expostas aos mesmos agentes, sob as mesmas condições ambientais. Desse modo, prevenir e controlar a qualidade da saúde dessas colônias tem sido uma das tarefas mais exploradas pela ciência de animais de laboratório. O hamster, geralmente considerado como uma das espécies mais sadias e resistentes, é um portador de diversos vírus e bactérias patogênicas para outras espécies de animais de laboratório e domésticas. Sendo assim, o controle sanitário dessa espécie é indispensável, não só pela interferência biológica, como também por ser fonte de infecção para outros animais, sobretudo quando partilham o mesmo ambiente. O programa de prevenção e controle sanitário deve considerar três aspectos altamente interligados: • a prevenção das condições que favorecem o estabelecimento das doenças através de manejo adequado dos animais na criação e experimentação, desfavorecendo o estresse; manutenção de barreiras sanitárias eficientes; higienização adequada do ambiente, equipamentos e materiais; • a detecção de infecções latentes por meio de uma avaliação sistemática do estado sanitário da colônia, esgotando os meios de diagnóstico laboratorial desenvolvidos até o momento; • o manejo da enfermidade nos casos de eventuais suspeitas de surtos, incluindo a identificação da doença, inibição de sua propagação e eliminação do agente causal. SISTEMA RESPIRATÓRIO As doenças do trato respiratório estão entre os problemas de saúde mais comuns no camundongo, rato e hamster. As condições envolvidas variam desde infecções inaparentes até aquelas causadas por agentes específicos, cujas patogenicidade e interferência na experimentação são variáveis. As formas subclínicas da doença são mais comuns, e o sinergismo de infecções concomitantes tem um efeito muito mais potente do que o realmente reconhecido.
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Pereira, A. M. (2006). Principais doenças dos camundongos, ratos e Hamsters. In Animais de Laboratório: criação e experimentação (pp. 127–137). Editora FIOCRUZ. https://doi.org/10.7476/9788575413869.0019
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