Abstract
O arranjo e a descrição dos documentos de arquivo podem ser considerados os dois processos nucleares da teoria e da prática arquivística que compartilham o mesmo objetivo: representar o conhecimento arquivístico. Esta representação está baseada fundamentalmente na aplicação do princípio da proveniência e no conceito de fundo documental. O presente artigo busca discutir especificamente a descrição arquivística, em face das mudanças e propostas de uma abordagem pós-moderna da disciplina que propõe o conceito de fundo e o princípio da proveniência como norteadores conceituais e não como entidades físicas – como até o momento se supunha – no processo de representação. Para tanto, são apresentadas as perspectivas teóricas dos estudos canadenses e australianos que se apresentam na vanguarda do movimento pós-moderno, discutindo as bases teóricas da Arquivística Moderna, face à realidade dinâmica da produção documental contemporânea. Ao final, concluí-se que a abordagem pós-moderna parece ser a mais capacitada para lidar com as questões contemporâneas, uma vez que vai mais fundo nas questões sobre a representação arquivística e sua relação entre o arquivista, o contexto de criação dos documentos e o usuário.
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Tognoli, N. B. (1969). A representação na arquivística contemporânea. Revista Ibero-Americana de Ciência Da Informação, 5(1–2), 79–92. https://doi.org/10.26512/rici.v5.n1-2.2012.1729
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