Abstract
Este artigo explora o impacto do estigma sobre a saúde mental, abordando como preconceitos históricos e normas culturais dificultam o acesso ao tratamento e afetam a recuperação de pessoas com transtornos mentais. A pesquisa baseou-se em uma revisão bibliográfica narrativa e descritiva, examinando estudos que discutem o estigma no contexto da saúde mental e suas consequências psicossociais. Foram consultadas fontes relevantes sobre iniciativas como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e instrumentos de avaliação de estigma, como MAKS-BR e AQ-26B, que medem o nível de estigmatização entre profissionais de saúde e demonstram que o conhecimento sobre saúde mental está associado a atitudes mais inclusivas. O artigo destaca que o estigma se manifesta em exclusão social, discriminação e autoestigma, o que afeta diretamente a adesão ao tratamento e o bem-estar dos pacientes. Estratégias como intervenções de contato social e campanhas de conscientização têm mostrado ser eficazes na redução do estigma, promovendo o entendimento e a aceitação. Observou-se também que a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel essencial na triagem e apoio inicial aos pacientes, além de contribuir para a sensibilização social. Conclui-se que a desestigmatização exige uma abordagem ampla, incluindo políticas públicas, educação contínua de profissionais de saúde e campanhas que promovam o diálogo aberto sobre saúde mental. Essas ações são essenciais para transformar a percepção coletiva sobre os transtornos mentais, promovendo a inclusão e o cuidado humanizado.
Cite
CITATION STYLE
Pereira, L. M. de O., Cecílio, S. G., Suppo, P. D., & Oliveira, M. de M. (2025). O estigma da saúde mental. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, 18(2), e15289. https://doi.org/10.55905/revconv.18n.2-101
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.