Abstract
Esse estudo é um convite à uma leitura desviante do clássico, Construir, habitar, pensar, deMartin Heidegger. Aqui de entrada optamos por traduzir por Construir, morar pensar. Heidegger parte exatamente desta questão da linguagem para pensar o morar, ou seja: ele pensa o habitar desde a questão da linguagem, a linguagem como o lugar do poético que guarda a essência desse morar. Para a ele a linguagem funda o ser, somos o que somos pela linguagem, pensamos o que pensamos através da linguagem, ela determina nosso pensar. Mas também para Heidegger, esse „morar‟ funda o ser, somos o que somos graças à morada, a moradia, pensamos o que pensamos também através da casa, do lugar, ela também determina nosso pensar. As palavras moldam e direcionam nosso pensar, a casa domestica e conforma também nosso pensar. Essa reescrita do texto enfatizará a dimensão do lugar e da casa como determinantes do pensar e do construir o mundo. O lugar e a morada nos sussurram, nos colocam ideias e pensares que são determinados exatamente por eles, o lugar e a casa nos falam quando estamos plenamente „situados‟ nele. A fala do mundo. Assim, por essa via de pensamento podemos chegar ao pensamento de que o lugar, a casa nos constrói; não somente construímos, mas eles nos constroem, numa simultaneidade paradoxal de espaço tempo. Na medida, do „com‟, em que construímos também somos construídos.
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CITATION STYLE
Fuão, F. (2016). CONSTRUIR, MORAR, PENSAR: UMA RELEITURA DE ‘CONTRUIR, HABITAR, PENSAR’ (BAUEN, WOHNEN, DENKEN) DE MARTIN HEIDEGGER. Revista Estética e Semiótica, 6(1). https://doi.org/10.18830/issn2238-362x.v6.n1.2016.01
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