Abstract
RESUMO Nos últimos quinze anos, tem-se observado na Ilha Grande, litoral sul do Estado do Rio de Janeiro, um intenso processo de turistificação, estimulado pelo seu exuberante e diversificado quadro natural. Este fenômeno despertou inúmeras preocupações devido: a fragilidade dos ecossistemas locais, a especulação imobiliária, o crescimento demográfico e a criação de uma infraestrutura turística sem planejamento. O objetivo do presente trabalho é avaliar como a rede hoteleira da Enseada de Abraão, local de maior concentração de equipamentos e infraestrutura turística, vem atuando e os reflexos ambientais (positivos e/ou negativos) decorrentes da atividade, visando contribuir ao desenvolvimento sustentável do ecoturismo. Metodologicamente, as análises foram realizadas sob a ótica quantitativa e qualitativa através da aplicação de questionários aos proprietários/gerentes dos hotéis e análises de campo. Como resultado principal foi observado que a rede hoteleira não vem contribuindo ao desenvolvimento sustentável da atividade ecoturística, se constituindo em agentes catalisadores de impactos ambientais. Mais de 70% dos estabelecimentos não oferecem qualquer tipo de atividade de valorização ambiental e cultural, bem como, há a ausência de condições adequadas de infraestrutura sanitária (deposição de efluentes e resíduos sólidos na drenagem que chega às praias). Mais de 50% dos empregados e pouco mais de 75% dos produtos consumidos pelos turistas através da rede hoteleira, não são locais. Palavras-Chave: ecoturismo, rede hoteleira, território, impacto ambiental e Ilha Grande.
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Costa, N. M. C., & Alves, L. R. dos S. (2012). A HOSPITALIDADE NO (ECO)TURISMO DA ENSEADA DE ABRAÃO - ILHA GRANDE (RJ): REFLEXOS SOBRE O MEIO AMBIENTE LOCAL. Geo UERJ, 2(23). https://doi.org/10.12957/geouerj.2012.4754
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