Abstract
No presente trabalho se analisa a crise da Justiça Estatal moderna Ocidental burguesa, mais especificamente sobre a crise de legitimidade e operacionalidade do sistema penal enquanto sustentáculo desse paradigma de justiça. Diante disso, aborda-se, em contra, algumas propostas que se propõem como reforma e definidas como ideologia comunitária, que se colocam como politicas alternativas e que se pode analisar em dupla perspectiva teórico-empírica – continuísmo reformista ou mudança transformadora –, e que são levadas a cabo a partir de impulsos que se pode apontar como externos ou de outro lado autóctones. O trabalho, do ponto de vista metodológico, se constitui em reflexão teórica, resultante de uma interface do acumulo teórico proporcionado pela criminologia e a abordagem do pluralismo jurídico. O objetivo do trabalho é aportar questionamentos e avaliar o que se tem denominado de práticas alternativas nas dinâmicas de juridicidade e resolução de conflitos. A importância ou inovação deste trabalho reside em trazer elementos de análise para pensar o que se tem proposto como práticas comunitárias e se efetivamente se apresentam como transformação da organização social. Conclusivamente avalia-se que a região latino-americana processos fragmentários ambivalentes, com projetos verdadeiramente autônomos e transformadores, e também com dinâmicas de reforma que mantém a logica de importação de respostas eurocêntricas e descontextualizadas para problemas propriamente regionais.
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Da Silva Leal, J. (2018). AS PRÁTICAS DE JURIDICIDADE ALTERNATIVA NA AMÉRICA LATINA: ENTRE O REFORMISMO E O IMPULSO DESESTRUTURADOR – UM ALERTA A PARTIR DE STANLEY COHEN. Revista Brasileira de Políticas Públicas, 8(1). https://doi.org/10.5102/rbpp.v8i1.4715
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