Quilombo, território e geografia

  • Carril L
N/ACitations
Citations of this article
15Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

Este artigo analisa a autoidentificação do quilombo por comunidades rurais no vale do Ribeira, na luta pelo acesso à terra, ancorada no artigo 68 da Constituição Brasileira, que garante o direito às terras de quilombos, no Brasil. A análise se estende ao fato de que comunidades de rappers, bem como outros moradores da periferia de Capão Redondo, em São Paulo, também vêm chamando para si a auto-identidade de quilombolas e para esses espaços da cidade, de quilombos. Procura-se entender que essa representação expressa, tanto a exclusão da terra no campo, como a segregação social, espacial e racial na cidade. Liga-se às relações desiguais e contraditórias, historicamente, presentes na constituição sociedade-território no Brasil. Em ambos os casos, os grupos buscam uma identidade comum. A identificação e a representação do quilombo torna-se base para a sobrevivência física e cultural, significando também a tentativa de reenraizamento social e espacial ou de criação de uma nova territorialidade, a inserção social pelo rap e a recuperação da auto-estima.

Cite

CITATION STYLE

APA

Carril, L. de F. B. (2005). Quilombo, território e geografia. Agrária (São Paulo. Online), (3), 156–171. https://doi.org/10.11606/issn.1808-1150.v0i3p156-171

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free