Abstract
No momento atual, a sociologia do trabalho crítica e as ciências sociais do trabalho (cf. Bialakowsky e Hermo, 1995) podem ser interpeladas ao me-nos em três direções: a) sobre a mutação do sistema capitalista, intensifica-do por suas contradições decorrentes da superflexibilização da força de tra-balho e do atravessamento sistêmico do contínuo de exclusão-extinção; b) sobre as fontes epistemológicas, a partir dos paradigmas da complexidade e da transdisciplinaridade; e c) por incorporar a dimensão antropológica em um sentido profundo na co-produção investigativa. A partir dessa perspectiva, a grande quantidade de estudos do trabalho pode ser relida com base nessas três contribuições convergentes, que em parte deslocam e em parte complementam os paradigmas tradicionais. No entanto, essa confluência ou mudança de perspectiva não incorpora apenas temas destinados à classe trabalhadora, mas representa, também, uma trans-formação que perpassa todos os planos do conhecimento: o dado, o concei-to e seus fundamentos epistemológicos e metodológicos. Disso trata o pre-sente ensaio, que sempre e em qualquer circunstância resultará em uma exploração e em um desafio. Nesse sentido, deparamo-nos com uma realidade múltipla, mediada por processos de trabalho institucionais – conhecê-los ou compreendê-los (cf.
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Bialakowsky, A. L., Franco, D. E., Patrouilleau, M. M., Bardi, N., Lusnich, C., Zelaschi, C., & Grima, J. M. (2006). Uma sociologia do trabalho contrastada. Tempo Social, 18(1), 241–263. https://doi.org/10.1590/s0103-20702006000100013
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