Abstract
Neste trabalho, defendemos o desenvolvimento de ciclos de mode- lagem, conduzidos a partir das ideias de David Hestenes, como uma alternativa para nortear propostas didáticas que integrem a- tividades experimentais e atividades baseadas em simulações com- putacionais. Através de uma estratégia que estimula os alunos a explorarem os domínios de validade dos modelos teóricos e a do- minar diferentes tipos de ferramentas de representação, propomos que a metodologia aqui apresentada tem potencial para promover uma concepção de ciência mais coerente com visões epistemológi- cas contemporâneas, percebendo o fazer ciência como uma ativi- dade tipicamente humana, através da qual os cientistas buscam construir representações dos fenômenos físicos, com grau de pre- cisão variado e contexto limitado. Por fim, apresentamos possibilidades de uso dos softwares Tracker e Modellus para explorar os limites do domínio de validade de um modelo teórico de pêndulo simples durante um ciclo de modelagem. Em uma aplicação com alunos de um Mestrado Profissional em Ensino de Física, tal ciclo se mostrou importante para explicitar aos alunos-professores as diferenças entre o modelo teórico estudado e fenômenos empíricos, na tentativa de contribuir para o aprofundamento da compreensão deles sobre o processo de modelagem científica. Alguns aspectos práticos dessa aplicação e de outra envolvendo a lei de resfria- mento de Newton também são discutidos no presente artigo
Cite
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Heidemann, L. A., Araujo, I. S., & Veit, E. A. (2012). Ciclos de Modelagem: uma alternativa para integrar atividades baseadas em simulações computacionais e atividades experimentais no ensino de Física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, 29(0). https://doi.org/10.5007/2175-7941.2012v29nesp2p965
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