Abstract
Introducción: el desarrollo motor grueso en la infancia es fundamental para la salud integral, pero en Colombia los estudios en escolares son limitados, especialmente en contextos educativos del sector oficial. Objetivo: evaluar las habilidades de locomoción y control de objetos en 168 escolares colombianos (6–10 años), analizando diferencias por edad, género y perfiles motores. Metodología: estudio cuantitativo, con diseño descriptivo-comparativo, correlacional y análisis de conglomerados. Se utilizó como instrumento de medición el TGMD-2. Resultados: el 67,2% presentó desarrollo motor por debajo del promedio, pobre o muy pobre, con un declive al avanzar la edad (solo el 10,3% de los niños de 10 años alcanzó niveles promedio). Las niñas mostraron mejores resultados en habilidades de precisión como la recepción y el lanzamiento por debajo del hombro (p=0,012), mientras los niños destacaron en tareas como golpear pelota. El análisis de conglomerados identificó cuatro perfiles motores: un grupo con alto desempeño (25,6%), otro intermedio (20,2%), uno con déficit en locomoción pero alto control de objetos (38,1%) y un grupo de riesgo con bajo rendimiento en ambos componentes (16,1%). Conclusiones: Estos hallazgos reflejan la influencia de factores contextuales, como la falta de especialización docente en educación física y la reducida exposición a actividades estructuradas. Se concluye que las deficiencias motoras observadas exigen intervenciones escolares diferenciadas, priorizando estrategias adaptadas a perfiles específicos y mejoras en la formación docente. El estudio subraya la urgencia de políticas educativas que integren evaluaciones sistemáticas y programas basados en evidencia para promover el desarrollo motor en entornos escolares.Introduction: Gross motor development in childhood is essential for overall health, but in Colombia, studies on schoolchildren are limited, especially in public education settings. Objective: To evaluate locomotion and object control skills in 168 Colombian schoolchildren (aged 6–10 years), analyzing differences by age, gender, and motor profiles. Methodology: quantitative study with a descriptive-comparative, correlational design and cluster analysis. The TGMD-2 was used as the measurement instrument. Results: 67.2% showed below-average, poor, or very poor motor development, with a decline as they got older (only 10.3% of 10-year-olds reached average levels). Girls showed better results in precision skills such as catching and throwing underhand (p=0.012), while boys excelled in tasks such as hitting a ball. Cluster analysis identified four motor profiles: a high-performance group (25.6%), an intermediate group (20.2%), a group with locomotion deficits but high object control (38.1%), and a risk group with low performance in both components (16.1%). Conclusions: These findings reflect the influence of contextual factors, such as the lack of teacher specialization in physical education and reduced exposure to structured activities. It is concluded that the motor deficiencies observed require differentiated school interventions, prioritizing strategies adapted to specific profiles and improvements in teacher training. The study highlights the urgency of educational policies that integrate systematic assessments and evidence-based programs to promote motor development in school settings.Introdução: A insuficiência motora na infância é fundamental para a saúde integral, mas na Colômbia as instituições educativas são limitadas, especialmente em contextos educativos do sector oficial. Objectivo: avaliar as capacidades de locomoção e controlo de objectos em 168 escolas colombianas (6 aos 10 anos), analisando as diferenças por idade, género e perfil motor. Metodologia: estudo quantitativo, com desenho descritivo-comparativo, correlação e análise de conglomerados. Utilizou-se como instrumento médico o TGMD-2. Resultados: 67,2% apresentaram, em média, alguma ou até menos, o desligar do motor com o avançar da idade (apenas 10,3% das crianças com 10 ou mais anos). As raparigas apresentaram os melhores resultados nas capacidades de precisão, como a receção e o lançamento de cabeça (p = 0,012), mas as crianças perderam peso, como a bola. A análise dos conglomerados identificou quatro perfis motores: um grupo com fraco desempenho (25,6%), outro intermédio (20,2%), um grupo com défice na locomoção, mas com controlo inadequado dos objetos (38,1%) e um grupo com fraco desempenho em ambos os componentes (16,1%). Conclusões: Refletimos claramente a influência de fatores contextuais, como a falta de especialização educativa em educação física e a redução da exposição a atividades estruturadas. Conclui-se que as deficiências motoras observadas requerem intervenções educativas diferenciadas, dando prioridade a estratégias adaptadas a perfis específicos e melhoradas na formação educativa. O estudo defende a urgência de políticas educativas que integrem avaliações sistemáticas e programas baseados em evidências para promover o desenvolvimento da motricidade na educação escolar.
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Reyes Oyola, F. A., Palomino Devia, C., & Aponte López, N. W. (2025). Desarrollo motor grueso en escolares colombianos (6-10 años): diferencias de edad, género y perfiles motores. Retos, 71, 641–654. https://doi.org/10.47197/retos.v71.116345
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