Abstract
O trabalho discute a definição de jovem, enfocando as juventudes no Brasil no que diz respeito às formas de transição para a fase adulta, analisando as dimensões da escola, do trabalho e da família. Baseou-se em uma análise dos dados das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, de 1982 e 2002. Procurou-se explorar as variadas formas de transição para a vida adulta entre os jo- vens que se tornaram independentes, saindo da casa dos pais na condição de chefes e cônjuges, e entre os que nela permanecem na condição de filhos e outros parentes. Os resultados enfatizam uma multiplicidade de situações em que a transição pode oco- rrer. Sugere-se que os processos são marcados por trajetórias não-lineares das fases da vida, podendo, por exemplo, os filhos virem antes do casamento, o casamento antes da inserção no mercado de trabalho, e assim por diante. Na mesma direção, conside- ra-se que essa transição pode ocorrer em novos arranjos familiares que não passem necessariamente pela saída da casa dos pais. Não foi possível concluir no trabalho, em função da insuficiência de dados, se os processos são ou não reversíveis no tempo, mas considerou-se que as etapas do processo de transição carregam possibilidades de reversão. PALAVRAS
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Camarano, A. A., Mello, J. L. e, Pasinato, M. T., & Kanso, S. (2004). CAMINHOS PARA A VIDA ADULTA: AS MULTIPLAS TRAJETORIAS DOS JOVENS BRASILEIRO. Ultima Década, 12(21). https://doi.org/10.4067/s0718-22362004000200002
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