Abstract
Vários estudos demonstram que as mulheres apresentam mais dor do que os homens. Entretanto, os estudos sobrelombalgia e dor torácica não são conclusivos. Em casos de dores articulares e fibromialgia existe aumento da prevalência com o progredir das idades em ambos os sexos, apesar de haver predominio nas mulheres. As síndromes dolorosas decorrentes das disfunções têmporo-mandibulares são mais comuns nas mulheres que nos homens e apresentam pico de ocorrência nas fases reprodutivas. A diferença na ocorrência da dor nos homens e nas mulheres pode ser devida a vários fatores incluindo os constitucionais, os hormonais, os cognitivos e os culturais, entre outros. O aumento da freqüência da dor com o avanço da idade, especialmente das dores articulares e da fibromialgia, sugere haver associação entre as afecções degenerativas ou acúmulo de casos de dor com o progredir da idade. A redução da freqüência de alguns casos de dor nos idosos pode ser devida à melhora das condições causais com o passar do tempo ou ao aumento da incapacidade ou da mortalidade que remove tais indivíduos das comunidades.
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Teixeira, M. J., Teixeira, W. G. J., Santos, F. P. de S., Andrade, D. C. A. de, Bezerra, S. L., Figueiró, J. B., & Okada, M. (2001). Epidemiologia clínica da dor músculo-esquelética. Revista de Medicina, 80, 1–21. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v80ispe1p1-21
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