Abstract
Este artigo faz uma associação entre a cartografia social e o desenho ambiental. A cartografia social traz novas contribuições à cartografia tradicional, quebrando o paradigma de que os mapas devam ser feitos apenas pelos órgãos governamentais e institucionais, buscando fazer com que as pessoas produzam seus próprios mapas, sendo estes então, críticos e participativos. O mapeamento participativo tem uma função social, na medida em que auxilia na gestão do território, identificando os seus usos tradicionais, conflitos, fragilidades, potencialidades e empoderando esses indivíduos, por estimulá-los a agir sobre o território para transformá-lo ou assegurar seus direitos sobre ele. O objetivo desse trabalho é mostrar como as metodologias participativas estudadas, intituladas mapeamento participativo e mapeamento afetivo, podem contribuir para o desenho ambiental nas suas instâncias iniciais visando à participação popular no planejamento urbano, na medida em que suas visões sobre o território são organizadas, articuladas e dialogadas com a comunidade ou com agentes externos ou através de iniciativas próprias de transformação da realidade vivida. A metodologia aplicada nesse artigo foi a de uma pesquisa bibliográfica e documental, com o intuito de estabelecer um panorama da construção do desenho ambiental de modo participativo através do mapeamento participativo e dos mapas afetivos. No recorte da área de estudo foram selecionadas experiências em que a cartografia social foi utilizada como apoio para sensibilização da comunidade e princípio das atividades de desenho ambiental no meio urbano.
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Tomaz, Y. P. (2020). Cartografia Participativa aplicada ao Desenho Ambiental. Revista LABVERDE, 10(1). https://doi.org/10.11606/issn.2179-2275.labverde.2020.159536
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