Abstract
O presente trabalho busca discutir a abordagem das estruturas estritamente coordenadas, arcabouço teórico desenvolvido por Zylbersztajn e Farina (1999) como uma perspectiva ampliada da firma, levando-se em conta as supply chains alimentícias como uma extensão do nexo de contratos proposto por Coase (1937) e retomada por Williamson (1985). As estruturas estritamente coordenadas conforme destacam Zylbersztajn e Farina (1999) se voltam para identificação de pontos de interesses comuns que incitam as firmas a promoverem, entre si, contratos de maneira estritamente coordenados, considerando o grau de especificidade de ativos envolvidos na transação e, por outro lado, as forças competitivas que determinam a busca de posicionamento estratégico pelas organizações pra alcançarem resultados sustentáveis superiores. Assegurar a especificidade dos ativos representa garantir os direitos de propriedade, coordenação entre as atividades organizacionais, bem como a escolha de estruturas de governança, seja via mercado, com a utilização de contratos de longo prazo ou por meio da integração vertical (SAES, 2009). Neste sentido, a composição de estratégias organizacionais visando estes preceitos de garantia de investimentos e busca por melhores formas de coordenação de atividades aproxima como aqui proposto, os aspectos de monitoramento e controle as estratégicas delineadas pelas firmas e a composição de estruturas estritamente coordenadas. Os subsistemas estritamente coordenados com relação aos aspectos de monitoramento e controle se relacionam a um maior comprometimento entre os agentes na transação, seja pela especificidade dos ativos ou pela proximidade de interesses e investimentos realizados para determinado fim, a segurança e o comprometimento que se busca entre as firmas fortalece a composição destas estruturas, dado comprometimento e a definição de mecanismos e incentivos que tornem atrativa a manutenção da relação de coordenação em detrimento de comportamentos oportunistas e apropriação da quase-renda gerada pelas oscilações de mercado. Este ensaio teórico volta especial atenção para a para a abordagem das estruturas estritamente coordenadas, sob o qual o interesse nas relações contratuais entre as firmas recebe uma nova abordagem, considerando a possibilidade de visualizar e tratar um agrupamento de firmas como uma entidade única, tratando dessa forma as relações entre as firmas que compõem estes sistemas ou subsistemas como encadeamentos de um sistema de maior complexidade, onde cada firma realiza parte de um esforço conjunto para um fim comum. As estratégias definidas para alcançar tal resultado consideram os aspectos de monitoramento e controle como forma de garantir uma linearidade entre as atividades realizadas, de forma que todo o segmento da cadeia obtenha respostas adequadas e de forma a manter coeso e eficiente o delineamento dos esforços produtivos, promovendo dessa forma a competitividade e a participação da cadeia, como um todo, e de suas partes no mercado.
Cite
CITATION STYLE
De Gois, P. H., Borges, W. J., & De Souza, J. P. (2012). ESTRATÉGIA E OS ASPECTOS DE MONITORAMENTO/CONTROLE NOS SUBSISTEMAS ESTRITAMENTE COORDENADOS. Revista Ibero-Americana de Estratégia, 11(1), 204–224. https://doi.org/10.5585/riae.v11i1.1781
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.