Abstract
Para entender as percepções territoriais, culturais e compreender as territorialidades que estão postas em tensão mediante a expansão da fronteira agrícola na região do Oeste do Pará. Este artigo tem como objetivo fazer uma análise sobre o fascículo “Território indígena Munduruku do Planalto Santareno”, produzido em 2015 pelo Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia. Este território é composto pelas aldeias Açaizal, Amparador, Ipaupixuna e São Francisco da Cavada, localizadas em áreas de várzea na margem direita do rio Amazonas e em terra firme, nas proximidades da Rodovia Santarém Curuá-Una, PA-370. É uma pesquisa de abordagem qualitativa, de análise documental do fascículo do PNCSA, com apoio na história oral através de entrevistas com lideranças indígenas para compreender o processo ocupacional do território e entender as relações de disputas. Entende-se que a cartografia social teve um papel fundamental na compreensão da construção do território e das territorialidades, sobretudo, nas questões de afirmação étnica que se tornou um fator de resistência, permanecia a luta por território, principalmente a partir de 1990 quando eles começam a se autoafirmar enquanto indígenas.
Cite
CITATION STYLE
DE SOUSA SILVA, L., & Nascimento dos Santos, L. A. (2023). Cartografia social. Terra Livre, 2(59), 133–164. https://doi.org/10.62516/terra_livre.2022.2905
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.