Abstract
Em amostras de colmos de milho (Zea mays) coletadas em lavouras comerciais, conduzidas no sistema plantio direto, localizadas na Região do Planalto Médio do Rio Grande do Sul, no período de 1998 a 2000, determinou-se a sobrevivência saprofítica dos fungos Stenocarpella macrospora e S. maydis. Constatou-se que a presença da palha de milho infetada na época de semeadura assegura a sobrevivência destes fungos e garante a presença do inóculo para a cultura do milho. Nas avaliações feitas no ano de 1995, a decomposição da palha do milho, mantida na superfície do solo, foi de 78,5% aos 29 meses após a exposição no campo. Nas avaliações procedidas no ano de 1999, aonde foi comparado o efeito da posição do resíduo cultural no solo, estimou-se que a decomposição de segmentos de colmos infetados por S. maydis e S. macrospora mantidos na superfície do solo foi mais lenta do que quando foram enterrados. Apesar da freqüência dos picnídios de S. maydis e S. macrospora ter diminuído ao longo do tempo, a sua presença foi detectada até 320 dias em colmos mantidos na superfície do solo. A viabilidade dos conídios de S. maydis e S. macrospora nos colmos mantidos na superfície do solo foi superior a 90%, após 320 dias de exposição dos colmos no campo. Os resultados demonstraram que no sistema plantio direto a presença da palha de milho infetada assegura a sobrevivência dos fungos S. maydis e S. macrospora.An evaluation was performed on the saprophytic survival of Stenocarpella macrospora and S. maydis in corn (Zea mays) debris, under no-till cropped corn in commercial fields in the Planalto Médio of Rio Grande do Sul, during the 1998 and 2000 growing seasonsThe presence of infected corn residue at sowing time was shown to ensure the presence and viability of Stenocarpella spp. In the 1995 growing season corn residue decomposed 78.5% of its weight under the no-till system after 29 months of field exposure. In 1998, it was shown that decomposition of corn residue segments infected by S. maydis and S. macrospora, kept at the soil surface, was slower than when buried. In spite of the fact that the frequency of pycnidia of S. maydis and S. macrospora decreased over time its presence was detected for up to 320 days in corn stalks kept at the soil surface. Isolations and conidia viability of S. maydis and S. macrospora in stalks kept at the soil surface were higher than 90% after 320 days in the field. Data showed that when corn is cultivated under the no-till system, the presence of infected residue ensures the presence and viability of S. maydis and S. macrospora.
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Casa, R. T., Reis, E. M., & Zambolim, L. (2003). Decomposição dos restos culturais do milho e sobrevivência saprofítica de Stenocarpella macrospora e S. maydis. Fitopatologia Brasileira, 28(4), 355–361. https://doi.org/10.1590/s0100-41582003000400002
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