Abstract
Analisa a história do primeiro financiamento do Governo Britânico da ciência social através do CSSRC, de 1944 a 1962, e suas implicações para a antropologia social. Argumenta que uma das consequências imprevistas da generosidade do conselho era a consolidação da antropologia social britânica dentro da academia metropolitana. Apesar da disciplina se distanciar gradualmente da missão do conselho associada aos «problemas sociais coloniais», a antropologia prosperou sob o apoio político e financeiro do CSSRC. O autor explora o papel dos antropólogos mais velhos na mediação desta relação, especialmente o trabalho dos membros Raymond Firth e Audrey Richards. Sugere que o apoio do governo foi uma benção mista. A visão política do CSSRC era inevitavelmente uma de descolonização gradual, e o conselho evitava lidar com as implicações epistemológicas do anti-colonialismo africano. A antropologia social cada vez mais se tentou redifinir como uma disciplina teórica baseada na universidade, mas a queda do CSSRC em 1961 teve implicações importantes para a identidade da disciplina. O fim do império coincidiu com a cada vez menor influencia da antropologia nas ciências sociais. Apesar da relação ambivalente da antropologia com a administração colonial britânica, ela estava muito vulnerável às mudanças da conjunctura política.
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Mills, D. (2002). British Anthropology at the End of Empire : the Rise and Fall of the Colonial Social Science Research Council, 1944-1962. Revue d’Histoire Des Sciences Humaines, 6(1), 161. https://doi.org/10.3917/rhsh.006.0161
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