Abstract
Introdução: Dietas hiperproteicas tem se tornado cada vez mais comuns na sociedade atual podendo ser definida pelo consumo de proteínas acima de 0,8 a 1 g/Kg/dia. Há uma forte conexão entre a ingestão de proteínas e o agravamento da doença renal crônica (DRC), que pode ser caracterizada por uma taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) abaixo de 60 mL/min/1,73 m². Objetivo: Portanto, esse artigo busca elucidar os efeitos que seguir uma dieta rica em proteínas tem na função renal. Metodologia: O presente estudo consiste em uma revisão integrativa de literatura sobre a avaliação de uma dieta hiperproteica para a saúde dos rins, com base em artigos escritos em inglês publicados nos últimos 4 anos, 2018 a 2022, nas seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS); National Library of Medicine (PubMed MEDLINE), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), EbscoHost. Resultados e discussão: Entre os resultados encontrados, nota-se uma concordância acerca da hiperfiltração glomerular, mas discordâncias acerca do mecanismo pelo qual ela se dá, e pelo potencial nocivo à saúde renal causado por ela havendo também discordâncias, ainda, do papel das proteínas na formação de cálculos renais. Entretanto, destaca-se uma diminuição na mortalidade da população com função renal regular em consumo de altas quantias proteicas, e também na mortalidade de pacientes de UTI seguindo dietas hiperproteicas. Considerações finais: São necessários estudo clínicos randomizados controlados para avaliar uma comparação direta entre as alterações causadas pelo alto e baixo consumo de proteínas.
Cite
CITATION STYLE
Marques, J. P. F., Silva, A. A., & Almeida, K. V. L. R. de. (2022). Dieta hiperproteica e alterações na função renal: uma revisão integrativa de literatura. Research, Society and Development, 11(16), e567111638623. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i16.38623
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.