Abstract
Em 29 de setembro de 1908, com a morte de Machado deAssis , perdeu o Brasil seu maior íiccionista e um dos mais primorososmestres da língua portuguêsa.Não constitui objeto de nossa homenagem, louvar-lhe aquias qualidades artísticas: a clareza sintética da exposição, a sobriedadedo processo descritivo e a singeleza da técnica. Não vemoso autor do B raz C u bas, pintando a sociedade burguesa do séculopassado, com os fidalgos de D . Jo ã o vi a discutirem, “de cabeleirae rabicho, casaca de seda e espadim”, os despotismos de Bonaparte . Não nos ocupa o íiníssimo criador de Dom Casmurro,onde a concisa narração do primeiro beijo da astuta Capitu , noslábios de B e n t i n h o , é uma das mais finas jóias da literatura nacional,verdadeira obra-prima de concisão e graça.
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RSP, E. (1958). Machado de Assis, Funcionário Público. Revista Do Serviço Público, 80(03), 215–217. https://doi.org/10.21874/rsp.v80i03.4180
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