Abstract
Objetivos: analisar as variáveis individuais e as características relacionadas ao trabalho que estão associadas à síndrome de burnout em médicos da Atenção Primária. Métodos: revisão sistemática utilizando as bases de dados Medline (PubMed), SciELO, Lilacs e Cochrane. Em novembro de 2013, realizamos a busca dos estudos com base nos seguintes descritores: “Esgotamento Profissional”, “Pessoal da Saúde” e “Atenção Primária”. Avaliamos 2.416 títulos, e 18 artigos foram selecionados. Resultados: a síndrome de burnout é de alta prevalência entre os médicos da Atenção Primária. Houve associação de burnout com doenças físicas, transtornos mentais, consumo de álcool e uso de substâncias psicoativas. Os médicos que apresentaram maior exaustão emocional faltaram mais ao trabalho, pensaram em mudar de emprego e foram responsáveis por maior gasto farmacêutico por paciente atendido. As principais características do trabalho associadas ao burnout foram: tempo de atuação na área, número de horas trabalhadas por semana, número de pacientes atendidos, tipo de contrato de trabalho, atividade docente, duração do período de férias e dificuldades na relação com profissionais não médicos. Conclusão: a alta prevalência de burnout em médicos da Atenção Primária suscita grande preocupação para os gestores da saúde, uma vez que a Atenção Primária é a base de sustentação dos sistemas de saúde e que a síndrome de burnout repercute na qualidade do cuidado oferecido à população, podendo comprometer a efetividade de todo o sistema. Conhecer os fatores associados ao burnout permite elaborar estratégias de intervenção e de prevenção.
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Morelli, S. G. S., Sapede, M., & Silva, A. T. C. da. (2015). Burnout em médicos da Atenção Primária: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, 10(34), 1–9. https://doi.org/10.5712/rbmfc10(34)958
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