Abstract
Este texto busca distinguir, independente de outras possíveis distinções, três propostas de tecnologia apropriada. Num primeiro grupo estão aquelas que, sem questionar o sistema capitalista, buscam soluções para os países do terceiro mundo. Num segundo grupo estão aquelas que, desenvolvidas majoritariamente no primeiro mundo, sob o manto protetor de um pretenso questionamento do sistema, nada mais são do que novos modos de rearticulação do sistema capitalista para vencer a crise. São ingênuas e por isso atrapalham muito mais do que ajudam a caminhada rumo ao socialismo (e em muitos casos são mal intencionadas). E, finalmente, num terceiro grupo, temos aquelas que propõem um modelo de tecnologia emancipador, cujo pré-requisito é o desmonte do sistema capitalista. O objetivo deste trabalho é mostrar que a pergunta básica a ser feita é: apropriada para quem?
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Rosa, C. P. da. (1989). Tecnologia apropriada: um conjunto homogêneo? Revista de Administração de Empresas, 29(1), 47–51. https://doi.org/10.1590/s0034-75901989000100005
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