Abstract
Numa análise discursiva amparada por teorizações foucaultianas e feministas, o presente artigo aponta as distorções ideológicas do Escola Sem Partido (ESP), os efeitos constitutivos dos Projetos de Lei em tramitação e os efeitos de dispositivo que tensionam docilizar os corpos, apagar a alteridade e a diversidade escolar e gerar a contraposição à construção cultural do gênero. O ESP é uma proposição de cunho neoliberal que se coliga com interesses conservadores e performa uma biopolítica escolar. O cruzamento com o combate à uma suposta "ideologia de gênero", a recusa do feminismo e da militância e a coligação com outros movimentos conservadores estão destacados, ao longo da escrita, como dispositivos que ameaçam a liberdade de expressão, as práticas docentes e a pluralidade de ideias nas escolas brasileiras.
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Aparecida de Carvalho, F., & Luiz Polizel, A. (2018). O escola sem partido e o discurso sobre uma suposta “ideologia de gênero.” Revista Inter Ação, 43(2), 600–614. https://doi.org/10.5216/ia.v43i2.48954
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